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A presente edição de Política Democrática abre suas páginas com a discussão das fragilidades que nossa democracia apresenta, após 21 anos de operação da Constituição de 1988.
Não se trata, evidentemente, de negar os avanços, na perspectiva da democracia, que a nova Carta incorporou. A universalização do direito de voto, a relação de direitos e garantias individuais, a criação de mecanismos capazes de fazer valer esses direitos, mesmo no caso da omissão do Estado, novos instrumentos de participação popular,
o sistema inclusivo de seguridade social, Ministério Público independente, são inovações na história das constituições brasileiras, muitas delas ainda pouco utilizadas pelos cidadãos e demais atores sociais. Trata-se, sim, de verificar, à luz da experiência dos últimos 21 anos, quais os elementos da arquitetura institucional construída na Constituinte que trabalham, muitas vezes à revelia da intenção
dos participantes do processo, na contramão do rumo democratizante da Carta.
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