Edição
Editorias
- A Ascensão e queda do Estado Novo
- UGT: Uma Resposta à Crise do Movimento Sindical
- A Problemática Atualidade de Gramsci
- O Fim de Uma Era
- O Terceiro Mandato Está na Moda na América Latina
- Realidade e Ficção: Apontamentos Sobre Literatura e a CrÃtica Marxista
- Depois de Quarenta Anos, Releitura de Uma Polêmica
- Centenário de Leôncio Basbaum
- Sob o Ponto de Vista da PolÃtica
Mais artigos...
- A Ascensão e queda do Estado Novo
- UGT: Uma Resposta à Crise do Movimento Sindical
- A Problemática atualidade de Gramsci
- O Fim de Uma Era
- O Terceiro Mandato Está na Moda na América Latina
- Realidade e Ficção: Apontamentos Sobre Literatura e a CrÃtica Marxista
- Depois de Quarenta Anos, Releitura de Uma Polêmica
- Centenário de Leôncio Basbaum
- Sob o Ponto de Vista da PolÃtica
Edição
Os 70 anos do Estado Novo de Vargas

Â
Â
O foco temático da presente edição de PolÃtica Democrátka é a memória do Estado Novo. No dia dez deste novembro cumpriram-se os setenta anos do inÃcio daquele perÃodo, marcado pela ocupação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal por tro¬pas da PolÃcia Militar, a mando do então presidente Getúlio Vargas.
Quatro são os artigos aqui publicados sobre o tema. Severino Theodoro de Mello relata a ascensão e queda do Estado Novo a partir da perspectiva de sua situação á época: prisioneiro do regime, desde a derrota do levante militar de 1935, até 1942. Sua análise revela, eviden¬temente, o trabalho de reflexão posterior do autor e do Partido Comunista Brasileiro, de que foi militante e dirigente, mas guarda também o esforço de formulação e interpretação dos presos polÃticos naque¬le momento, numa situação difÃcil, a partir de informações restritas.
Rudá RÃcci procura a comparação sistemática das caracterÃsticas mais relevantes do lulismo, entendido como maneira de governar, com o modelo estado-novista do passado. Antônio Barbosa, por sua vez, ao refletir sobre o perÃodo, chama a atenção para o ocaso do regime, incompatÃvel tanto com a nova ordem internacional que surge da der¬rota, do nazi-fascismo, quanto com a mobilização democrática que a guerra provocara no Brasil. A adaptação pragmática aos novos tempos tomaria a forma "do "queremismo", movimento que guardaria seme¬lhança com propostas defendidas ou implementadas hoje, no Brasil e em outros paÃses da América Latina, de defesa da possibilidade indefinida de reeleição.
Simon Schwartmann, por sua vez, comenta o conjunto de textos preparados nas repartições do regime, dedicados ao histórico e sÃntese de sua obra polÃtica e administrativa.
Está claro que a discussão sobre o Estado Novo está iluminada pelos movimentos da polÃtica presente, pela busca de analogias e des¬semelhanças, de tendências subjacentes à história brasileira, que irrompem sempre que encontram a conjuntura propÃcia. Não se trata de construir interpretações esquemáticas, de simplicidade enganosa, mas de buscar na história elementos para uma reflexão mais profunda sobre o presente. Penso que os quatro textos cumprem esta função.
Â
- Editoração: Fundaçaõ Astrojildo Pereira
- Ano de Edição: Ano VI
- 197 páginas
- ISSN 1518-7476
Â